Polícia Federal deflagra operação integrada em 16 estados contra facções criminosas e tráfico de drogas


Ação nacional mobiliza forças de segurança para cumprir mais de 230 mandados judiciais; em Rondônia, operação mira organização criminosa em Porto Velho

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (12), a operação “Força Integrada II”, ação coordenada que reúne as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) em 16 estados brasileiros. A ofensiva tem como foco o enfrentamento ao tráfico de drogas e armas, atuação de facções criminosas, lavagem de dinheiro e outros crimes ligados ao crime organizado.

Ao todo, estão sendo cumpridos 165 mandados de busca e apreensão e 71 mandados de prisão nos estados do Espírito Santo, Ceará, Amapá, Minas Gerais, Rondônia, Acre, Sergipe, Tocantins, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Paraná, Paraíba, Alagoas, Maranhão e Rio de Janeiro.

As FICCOs atuam em modelo de força-tarefa, integrando diferentes órgãos de segurança pública para ampliar a eficiência no combate às organizações criminosas. Participam das ações polícias civis, militares e penais, guardas municipais, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) e secretarias estaduais de segurança pública, sob coordenação da Polícia Federal.

Atualmente, existem 39 unidades das FICCOs distribuídas em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.

Operação em Rondônia mira controle territorial de facção criminosa

Em Rondônia, a FICCO de Porto Velho deflagrou a Operação Espectro, voltada ao combate de uma organização criminosa envolvida em controle territorial e prática de crimes graves na capital.

Segundo a Polícia Federal, estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Porto Velho.

Operações simultâneas em diversos estados

As ações desencadeadas nesta terça-feira ocorrem de forma simultânea em diferentes regiões do país, cada uma com foco específico no enfrentamento de organizações criminosas e crimes conexos.

No Maranhão, a Operação Descenso III investiga a estrutura financeira de uma organização criminosa em Chapadinha. Já em Alagoas, a Operação Assíncrono II combate crimes como receptação de equipamentos da Caixa Econômica Federal, falsificação de documentos, crimes ambientais e armazenamento de conteúdo de abuso sexual infantojuvenil.

Na Paraíba e em Minas Gerais, a Operação Trapiche cumpre 20 mandados de prisão e 40 de busca e apreensão contra uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro. A investigação aponta que o grupo era comandado por um homem que atuava de dentro do sistema prisional.

Em Minas Gerais, as operações Paper Stone e Rota Andina apuram o tráfico interestadual e internacional de drogas, além de lavagem de dinheiro. As investigações revelaram o uso de logística aérea, empresas de fachada e interpostas pessoas para ocultação de patrimônio ilícito. O bloqueio patrimonial determinado pela Justiça pode chegar a aproximadamente R$ 98 milhões.

Já no Rio Grande do Norte, a Operação Barba II busca desarticular uma organização criminosa interestadual envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, incluindo bloqueio de bens avaliados em cerca de R$ 13 milhões.

A Polícia Federal informou que as ações seguem em andamento e novos detalhes poderão ser divulgados conforme o avanço das investigações.

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