
Movimentações políticas e estratégias de associação entre candidaturas passam a integrar o debate sobre o cenário eleitoral estadual
Apoiadores do candidato Marcos Rogério acreditam que o apoio do governador Marcos Rocha e toda a estrutura da administração estadual ao seu principal adversário, Adailton Fúria, pode ser negativo ao nome escolhido pelo Palácio Rio Madeira/CPA, na eleição deste ano. Neste raciocínio, vale tudo para colocar Rocha e Fúria no mesmo palanque.
Pode ser uma estratégia, mas não se pode creditar a ela uma certeza absoluta. Há pesquisas que colocam Marcos Rocha com aprovação menor do que ele esperava, mas há outros cenários em que ele se destaca. Ao anunciar que a eleição de Fúria significaria uma continuidade da sua administração, Rocha deixou claro seu apoio.
A pergunta é: o atual Governador, que colocou a economia de Rondônia num patamar diferenciado; que colocou em índices pífios o desemprego e que atuou com força na área social, estará mesmo tão enfraquecido, ao ponto de prejudicar seu aliado?
Fúria tem procurado alguma distância, afirmando que a missão de Marcos Rocha é de governar o Estado e dele, como candidato, é mostrar aos rondonienses quem é, o que fez e o que pretende fazer. Mas quem achar que se houver um apoio forte da estrutura de governo, espalhada por todos os recantos do Estado, é ruim para Fúria, pode estar fazendo uma aposta errada.
Nesta semana, tentou se plantar uma Fake de que Luana Rocha seria a coordenadora da campanha de Fúria. Isso nunca sequer foi aventado. O que há é um grupo palaciano que está tratando do assunto eleição, em que Luana faz parte. Nada mais que isso.
Só se saberá que a estratégia dos adversários de Rocha e de Fúria de colocá-los no mesmo palanque, como se isso fosse afetar a candidatura do jovem candidato do PSD, lá na frente. Ainda é cedo para prever.
Mas a experiência ensina: nunca se deve subestimar quem tem o poder na mão, em ano eleitoral.
Por Sérgio Pires
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