Cirone Deiró confirma pré-candidatura a vice-governador e defende industrialização, infraestrutura e fortalecimento do interior de Rondônia


Deputado estadual afirma que disputa ao lado de Hildon Chaves representa um projeto de integração entre capital e interior e diz que estado precisa agregar valor à produção (texto Valdery Diogenes, Agência Rondônia, imagem PodCast Resenha Política)

O deputado estadual e pré-candidato a vice-governador de Rondônia, Cirone Deiró, confirmou que mantém o projeto político para disputar o Palácio Rio Madeira ao lado do ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves.

Em entrevista ao podcast Resenha Política, conduzido pelo jornalista Robson Oliveira, Cirone afirmou que a decisão de abrir mão de uma tentativa de reeleição à Assembleia Legislativa foi motivada pela defesa de um novo modelo de gestão para o estado.

Segundo o parlamentar, a proposta da chapa é unir experiência administrativa da capital com conhecimento da realidade do interior.
“Estamos firmes nesse projeto porque Rondônia pode mais e precisa continuar crescendo e se desenvolvendo”, afirmou.

Durante a entrevista, Cirone destacou sua trajetória empresarial e política. Natural de Mato Grosso e radicado em Rondônia desde a infância, relembrou que atuou como empresário do setor de bombas injetoras antes de ingressar na vida pública, inicialmente como vice-prefeito de Cacoal e posteriormente como deputado estadual.

Ele ressaltou que o trabalho parlamentar ampliou sua presença nos municípios e distritos rondonienses.

“Conhecemos os municípios, as estradas, as necessidades e entendemos que o estado precisa de gestão eficiente e presença efetiva”, declarou.
 
Entre os temas centrais da entrevista, Cirone defendeu que Rondônia avance na industrialização ligada às cadeias produtivas já existentes.

Para o pré-candidato, o estado precisa deixar de exportar matéria-prima sem agregação de valor.

Ele citou exemplos como produção de biodiesel, cadeia do café, piscicultura, suinocultura e avicultura.

Ao comentar uma experiência em Cacoal, relatou participação na articulação para instalação de uma planta industrial voltada ao biodiesel, utilizando subprodutos da pecuária produzidos no estado.

“O desafio é transformar aquilo que Rondônia já produz e gerar emprego aqui dentro”, argumentou.
 
Café e fortalecimento da produção regional

Outro tema abordado foi o crescimento da cafeicultura rondoniense.

Cirone atribuiu o avanço do setor a investimentos em pesquisa, melhoramento genético, assistência técnica e qualificação dos produtores.

Segundo ele, iniciativas desenvolvidas ao longo dos anos contribuíram para elevar produtividade e qualidade do café produzido no estado.

O parlamentar também destacou o crescimento dos chamados cafés especiais e mencionou experiências de produção em áreas indígenas como exemplo de valorização do produto regional.
 
Pedágio da BR-364 entra no debate

Questionado sobre a concessão da BR-364 e os valores previstos para cobrança de pedágio, Cirone defendeu revisão dos estudos que embasaram o modelo.

O deputado afirmou que acompanha o tema desde 2021 e criticou o formato inicial das audiências públicas realizadas para discutir a concessão.

Embora tenha declarado não ser contrário à concessão da rodovia, defendeu revisão técnica dos critérios tarifários.

“Não sou contra a concessão. Mas ela precisa ter preço justo e entregar benefícios para quem utiliza a rodovia”, disse.

Entre as propostas apresentadas, sugeriu atualização dos estudos de fluxo de veículos e fortalecimento de rotas estaduais alternativas para ampliar o escoamento da produção.
 
Relação com Adailton Fúria e cenário eleitoral

Ao falar sobre o cenário político de 2026, Cirone comentou a disputa indireta com o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, também citado como nome competitivo para o governo.

O deputado afirmou manter relação institucional e política respeitosa com Fúria, apesar de estarem em grupos distintos no atual processo eleitoral.

Segundo ele, houve parceria em momentos anteriores e apoio em pautas administrativas para o município.
 
Papel do vice e modelo de gestão

Questionado sobre o papel que pretende exercer caso eleito, Cirone afirmou defender uma gestão compartilhada e disse não enxergar a função de vice-governador apenas como posição protocolar.

Para ele, o tamanho territorial de Rondônia exige presença constante do governo nos municípios e atuação conjunta entre governador, vice e secretariado.

“O estado precisa de olho no olho, entender as diferenças entre cada região e construir soluções específicas para cada realidade”, concluiu.

Entrevista completa:

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