Criação do Parque Nacional Povos Indígenas do Rio Tanaru gera reação de parlamentares e debate em Rondônia


Unidade de conservação federal abrange área em quatro municípios rondonienses; deputados criticam medida e governo aponta preservação ambiental e histórica

O terrorismo ambiental não para de atacar Rondônia. Nesta semana, mais uma surpresa desagradável: uma canetada do presidente Lula, sempre preocupado com atender os interesses das ONGs internacionais, decidiu tirar mais um pedaço do território do nosso Estado e transformá-lo em um inédito Parque Nacional Povos Indígenas do Rio Tanaru.

A decisão contorna a legislação, segundo explica o deputado federal Lúcio Mosquini, defensor dos produtores rurais do Estado, um dos primeiros a se insurgir contra a absurda decisão. Como não pode, legalmente, criar novas áreas indígenas sem estudo antropológico e cumprimento de várias exigências, Lula contornou a legislação e inventou um tal Parque Indígena, tomando oito mil hectares, espalhados em quatro municípios rondonienses.

Mas as péssimas notícias não param por aí. O pior de tudo é que as famílias que vivem na área agora tomada numa canetada, nos municípios de Chupinguaia, Corumbiara, Parecis e Pimenteiras do Oeste, poderão ser retiradas à fórceps de suas casas, suas áreas, perdendo tudo o que construíram, alguns por décadas, porque não têm documentação, sempre negada, mesmo com os insistentes pedidos durante décadas.

Outro deputado federal, Fernando Máximo também foi às redes sociais registrar seu total protesto contra a decisão, que chamou de absurda. Tanto Mosquini quanto Máximo avisam: vão lutar para que a decisão não seja mantida.

Para se ter ideia do tamanho da área tomada para um “Parque Indígena”, onde, aliás, existem alguns poucos índios, seria possível construir algo em torno de 11 mil campos de futebol de tamanho normal, já que um campo ocupa 0,714 da área de um hectare.

Milhares de produtores rondonienses e suas famílias, assim como trabalhadores do garimpo, se tornaram inimigos públicos do governo brasileiro. Tudo o que construíram tem sido destruído, com o uso de poderosa força policial, que ataca os que produzem o progresso, enquanto, apenas para citar um exemplo, o tráfico de drogas toma conta de várias regiões de Rondônia e da Amazônia.

É mais uma agressão contra o povo rondoniense, praticado por um governo que vive em função de questões ambientais, como, aliás, já o fez o ex-governador Confúcio Moura, único político importante aliado a Lula em Rondônia.

A única chance que temos para corrigir toda esta heresia, é lutarmos para que tenhamos um governo que não limpe as botas dos interesses internacionais.

Se não o fizermos, agora em ano eleitoral, a produção de Rondônia vai ser atingida em cheio daqui em diante e nas próximas décadas.

A oração tem que ser: Senhor, livre os que trabalham e suam para sobreviver, desta terrível praga!

Por Sérgio Pires

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