Entre discursos públicos e bastidores: o que não aparece na política de Rondônia


Movimentações reservadas, tensões internas e alianças silenciosas mostram que o cenário político vai muito além das declarações oficiais

Ah, se todos pudessem ouvir o que se conversa nos bastidores, atrás de portas fechadas, em locais em que o público não tem acesso, entre lideranças da nossa política! Não aquilo que se fica sabendo como oficial. Não as declarações que todos ouvem, com trocas de gentilezas, frases perfeitamente elaboradas, como se fossem conversas dignas de um filme de família da Disney.

Nesta semana, por exemplo, atrás de portas muito bem trancadas, em salas em que se pode falar alto sem ninguém ouvir, ocorreram alguns confrontos que, tornados públicos, mudariam completamente o que se pode pensar sobre a situação da nossa política rondoniense. No popular: o pau quebrou!

Sem nomes, sem detalhes, sem dicas. Mas se pode dizer que num desses confrontos (e não foram de adversários) a explosão seria ouvida do lado de fora, em alto e bom som, caso não fosse tudo tratado em sala hermeticamente fechada.

É uma pena que quem tem detalhes deste tipo de encontro, empenhe sua palavra, prometendo que só divulgará os detalhes deste e de muitas outros casos, somente depois da eleição. A notícia é importante e vital, mas há risco de que o portador dela, como o cara dos correios que é morto por trazer uma carta que o destinatário não gostou, se torne alvo da fúria dos envolvidos. Eles apareceriam de mãos dadas, enquanto quem contou o que realmente aconteceu, se tornaria um alvo de todos.

O resumo: não confie em tudo o que lê ou ouve. Porque a verdade verdadeira jamais sai de portas fechadas, isoladas dos gritos e da troca de ofensas e desaforos. Porque, quando elas. As portas, se abrem, todos estão sorridentes e trocando apertos de mão.

Por Sérgio Pires


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