Senadores cobram explicações sobre destino de gado apreendido pelo Ibama e ICMBio na Amazônia

Denúncias de mortes de animais e supostos maus-tratos durante operações ambientais motivam pedidos de esclarecimentos ao Ministério do Meio Ambiente

O Brasil assiste, atônito, mas de braços cruzados e inerte, o que o Ibama, o ICMBio, a Força Nacional e outras forças policiais de governo (e não de Estado) continuarem com o projeto de destruição de casas, de currais; de destruição da balsas e dragas, muitas usadas como casa das famílias, em Rondônia e em toda a Amazônia.

Baseada em decisões judiciais dentro do aparelhamento da estrutura do sistema implantado no Brasil, a truculência oficial, o terrorismo ambiental chega à vida dos pobres produtores, porque eles são a enorme maioria. Cada uma das ações cinematográficas, com policiais usando balaclavas, como se fossem criminosos, fortemente armados, apavoram exatamente aqueles que esperavam proteção e não serem alvos da brutalidade.

Agora, outra faceta destas ações foi denunciada no Senado Federal. A Comissão de Agricultura recebeu denúncia de maus tratos de animais que foram apreendidos pelo Ibama, no Pará. No Congresso, produtores afirmaram que dos 337 animais apreendidos em uma operação, 157 morreram ou acabaram fugindo do fiel depositário. Este não seria um caso isolado na região amazônica.

Vídeos e fotos mostrados aos senadores, atestam que parte do gado devolvido está esquelético, comprovando abandono e maus tratos. Plínio Valério questiona o Ministério do Meio Ambiente, sobre o destino de milhares de cabeças de gado apreendidas em operações conduzidas pelo ICMBio e pelo Ibama na Amazônia, inclusive em Rondônia.

A iniciativa ocorre após relatos apresentados em audiência pública no Senado sobre mortes de animais, falta de rastreabilidade e dúvidas sobre a destinação dos rebanhos retirados durante ações de fiscalização.

O presidente do órgão, Jair Schmitt, defende o órgão que comanda. Ele disse que a responsabilidade pela guarda dos animais passa ao depositário após a formalização da apreensão. Ele passa a responsabilidade aos depositários, que devem manter o gado cuidado, assim como outros bens recebidos.

A declaração motivou novas cobranças de produtores e parlamentares sobre os mecanismos de fiscalização adotados após a apreensão dos rebanhos. O senador do Amazonas pretende solicitar informações sobre toda a cadeia de destinação dos animais apreendidos, incluindo os procedimentos de transporte, guarda, doação e abate dos rebanhos.

Para ele e outros senadores da região, também devem ser cobrados dados sobre a rastreabilidade do gado, o número de animais apreendidos, mortos, abatidos ou doados, os frigoríficos responsáveis pelo recebimento dos lotes e a destinação dos recursos eventualmente arrecadados.

Enquanto isso, o governo Lula mantém a guerra contra os produtores e suas posses.

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