Com Confúcio confirmado, disputa pelo Senado em Rondônia ganha força e promete uma das eleições mais acirradas de 2026


Pré-candidatos intensificam agendas pelo Estado enquanto aguardam as convenções partidárias que irão oficializar os nomes na corrida pelas duas vagas ao Senado Federal

Confúcio Moura confirmou e reconfirmou: vai mesmo disputar a reeleição ao Senado. Com isso, os nomes fortes na corrida pelas duas vagas incluem, além dele, Sílvia Cristina, Mariana Carvalho, Fernando Máximo, Luís Fernando da Sefin, além das candidaturas nanicas do PT e do Psol. Acir Gurgacz, outro bom de voto, ainda luta na Justiça Eleitoral para conseguir o aval e entrar na corrida.

Todos se apresentam apenas como pré-candidatos, mas estão em campanha forte, a duas semanas do início das convenções. Sílvia Cristina, por exemplo, reuniu um público próximo a duas mil pessoas neste sábado, em Ji-Paraná, numa grande festa de lançamento do seu nome ao Senado.

Fernando Máximo provavelmente é o recordista de visitas a municípios do Estado. Mariana Carvalho entrou com tudo na disputa, respaldada por uma longa história de serviços prestados ao Estado.

Confúcio é ainda o recordista de distribuição de emendas parlamentares para Rondônia, mas certamente vai enfrentar forte oposição, por sua ligação com o governo Lula. Já Luís Fernando é o cara nova neste pacote, vindo com apoio da estrutura do atual governo do Estado e escolhido pessoalmente pelo governador Marcos Rocha. Por fim, Acir Gurgacz, muito injustiçado, batalha para ter seus direitos políticos confirmados pelo TSE. Caso entre no jogo, vem com muita força e com chances reais.

Com um ex-governador e senador; com dois membros da Câmara Federal; com uma ex-deputada campeã de recursos para Porto Velho e outras cidades; com um os técnicos em finanças mais respeitados no Estado e com a chance de que um megaempresário, que dá 13 mil empregos, possa entrar no jogo, a corrida pelo Senado está cada vez mais complexa e difícil

Há quem diga que esta disputa poderá ser muito mais acirrada do que a do Governo. Pode parecer exagero, mas pelos nomes envolvidos, há que se pensar seriamente sobre esta tese.

Por Sérgio Pires

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