
Mandado de prisão preventiva foi cumprido pela Polícia Civil; investigação teve início após o desaparecimento de uma adolescente
A Polícia Civil de Rondônia, por meio da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Cacoal, com apoio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO 2), cumpriu nesta quarta-feira (1º) um mandado de prisão preventiva contra o empresário R. S. V. B., investigado por suposto envolvimento em um esquema de aliciamento e exploração sexual de adolescentes no município de Cacoal.
Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam que o suspeito utilizava a proximidade de seus estabelecimentos comerciais com unidades escolares para se aproximar das vítimas. O aliciamento, conforme a apuração, ocorreria por meio das redes sociais e, em alguns casos, com a suposta intermediação de outras adolescentes.
De acordo com os elementos reunidos durante a investigação, diversas adolescentes teriam sido levadas à residência do investigado, localizada nos fundos de um de seus estabelecimentos comerciais. Conforme a Polícia Civil, o imóvel seria utilizado para a prática de atos relacionados ao aliciamento e à exploração sexual das vítimas.
As investigações tiveram início durante a apuração do desaparecimento de uma adolescente, conduzida pela DEAM de Cacoal. No decorrer das diligências, os policiais identificaram indícios de que a jovem estaria sendo aliciada pelo empresário, o que levou ao aprofundamento das investigações e à identificação de outras possíveis vítimas.
Com o avanço da apuração, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do investigado, medida que foi deferida pelo Poder Judiciário e cumprida nesta quarta-feira.
A Polícia Civil informou que o trabalho investigativo continua com o objetivo de esclarecer completamente os fatos, identificar outras possíveis vítimas e apurar a eventual participação de terceiros no suposto esquema criminoso.
Em nota, a instituição reafirmou seu compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes, destacando que seguirá atuando de forma rigorosa no combate aos crimes contra a dignidade sexual e na responsabilização dos autores, sempre respeitando o devido processo legal e a presunção de inocência dos investigados até eventual condenação definitiva.
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