SIMPI alerta empresas do Simples Nacional e MEIs sobre risco de exclusão por débitos fiscais


Entidade orienta empresários a não esperar até setembro para regularizar pendências e evitar impactos tributários em 2027

Empresários optantes pelo Simples Nacional e Microempreendedores Individuais (MEIs) que possuem débitos fiscais precisam redobrar a atenção neste mês de agosto. O alerta é do Sindicato da Micro e Pequena Indústria (SIMPI), diante dos procedimentos relacionados às empresas que receberam Termo de Exclusão e correm o risco de deixar o regime tributário simplificado em 2027.

Embora existam programas de negociação de débitos com prazos que se estendem até 30 de setembro, a orientação da entidade é para que os empresários não deixem a regularização para a última hora.

Isso porque a Receita Federal já realiza, durante o mês de agosto, procedimentos relacionados à situação fiscal das empresas notificadas para exclusão do Simples Nacional. Na prática, a existência de prazo para determinadas modalidades de negociação até setembro não significa que o empresário que recebeu uma notificação possa adiar a análise de sua situação.

Termo de Exclusão exige atenção imediata

De acordo com o SIMPI, quem recebeu um Termo de Exclusão deve verificar cuidadosamente quais pendências foram apontadas, além de observar os prazos indicados na própria notificação.

A recomendação é buscar orientação contábil para avaliar as alternativas disponíveis e definir a estratégia mais adequada para regularizar os débitos.

O principal alerta da entidade é para que o empresário não interprete a existência de programas de negociação com prazo até setembro como motivo para aguardar.

Exclusão não significa cancelamento do CNPJ

O SIMPI esclarece que a eventual exclusão do Simples Nacional não representa automaticamente a perda ou o cancelamento do CNPJ.

Entretanto, deixar o regime simplificado pode provocar impactos importantes na operação da empresa, principalmente em relação à tributação e às obrigações administrativas.

Entre as possíveis consequências estão uma carga tributária maior, aumento das obrigações acessórias e a necessidade de uma estrutura contábil mais complexa.

Essas mudanças podem elevar os custos administrativos e financeiros do negócio.

Empresários devem consultar situação fiscal

A orientação é que MEIs e empresas enquadradas no Simples Nacional que possuem débitos com a Receita Federal ou com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) verifiquem imediatamente sua situação.

Quem recebeu o Termo de Exclusão deve conferir as pendências indicadas no documento e analisar as possibilidades de pagamento ou negociação disponíveis.

Para empresários que não sabem se possuem débitos ou têm dúvidas sobre os procedimentos necessários, o SIMPI recomenda buscar orientação especializada antes que os prazos sejam encerrados.

Prevenção pode evitar custos maiores

Para a entidade, cada situação precisa ser analisada individualmente, já que as condições e alternativas de regularização podem variar de acordo com o tipo e a situação dos débitos.

A regularização antecipada também pode evitar que problemas tributários se transformem em dificuldades maiores para a continuidade das atividades.

A mensagem do SIMPI aos empresários é direta: não espere setembro chegar para descobrir que agosto era o momento de agir.

A recomendação é consultar a situação fiscal, conferir eventuais notificações e buscar uma solução antes do encerramento dos prazos, reduzindo os riscos de impactos financeiros e tributários no próximo ano.

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