Operação Escudo de Rondônia: MP denuncia 34 integrantes de facção criminosa por onda de ataques

O Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO) ofereceu à Justiça uma denúncia contra 34 investigados na Operação Escudo de Rondônia. O grupo, supostamente ligado à facção criminosa Comando Vermelho (CV), é acusado de comandar uma série de ataques violentos, incluindo atentados, homicídios e a imposição de “toques de recolher” em janeiro deste ano.

Acusações Detalhadas em Documento de Mais de 170 Páginas

A investigação, conduzida pela Polícia Civil com o apoio da Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado (FTICCO-RO), revelou que os acusados faziam parte de uma estrutura hierárquica e bem organizada do Comando Vermelho em Rondônia. Segundo o inquérito, a facção executou uma onda de atentados entre os dias 11 e 17 de janeiro como represália à morte de um de seus membros e para impedir a atuação das forças de segurança em um condomínio da capital.

Entre as ações atribuídas ao grupo estão:

  • Homicídios de agentes públicos.

  • Ataques incendiários e com explosivos contra prédios e veículos.

  • Ameaças à população e a imposição de "toques de recolher".

  • Interrupção de serviços essenciais, como transporte coletivo e aulas escolares.

As ordens para os ataques teriam partido da cúpula da facção, incluindo membros que já estavam presos. Um dos principais líderes foi transferido para o Sistema Penitenciário Federal no decorrer das investigações.

Acusação e Próximos Passos

A denúncia do MPRO, com mais de 170 páginas, detalha a estrutura da organização criminosa e imputa aos acusados os crimes de organização criminosa armada, incêndio, explosão e dano qualificado. As penas para os líderes que orquestraram os ataques podem somar mais de 380 anos de prisão.

Com a denúncia formalizada, a decisão agora cabe ao Poder Judiciário, que irá determinar se a acusação será aceita e se o processo criminal terá prosseguimento. O MPRO também solicitou a manutenção da prisão preventiva dos investigados, justificando a gravidade dos fatos e o risco de novas ações criminosas. O caso continuará a ser acompanhado de perto pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). 

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