Sem Marcos Rocha na disputa, cenário para o Senado fica indefinido em Rondônia


Ausência do governador na corrida eleitoral embaralha alianças e amplia leque de possíveis candidatos ao Senado

A possível ausência do governador Marcos Rocha na disputa pelo Senado promete alterar de forma significativa o cenário eleitoral em Rondônia. Com Marcos Rogério já decidido a disputar o Governo do Estado, os bastidores indicam que seu aliado político, o deputado federal Fernando Máximo, deve concorrer a uma vaga no Senado. Ambos vêm percorrendo o estado em agenda de pré-campanha, e o acordo entre eles já estaria definido.

Outro nome considerado forte na disputa é o da deputada federal Sílvia Cristina, que aparece com bom desempenho em avaliações internas. Também integra o grupo de pré-candidatos o ex-senador Acir Gurgacz, reconhecido por ter bom desempenho eleitoral em diversas regiões do estado.

Soma-se ainda à lista o senador Confúcio Moura, apontado como um dos parlamentares que mais destinou recursos para Rondônia, em razão de sua proximidade política com a esquerda e com o governo do presidente Lula.

Correndo por fora, mas já aparecendo em levantamentos eleitorais, estão o bolsonarista Bruno Scheid, que chegou a integrar o governo estadual no início da atual gestão, e o deputado estadual Delegado Camargo, que também manifesta interesse em disputar o Senado.

Nos bastidores, a grande incógnita é sobre quem Marcos Rocha apoiaria, caso realmente não seja candidato. Há nomes que, segundo aliados, estariam fora de qualquer possibilidade de apoio. Entre eles estão Fernando Máximo, hoje alinhado a Marcos Rogério; Confúcio Moura, com quem o governador mantém forte distanciamento político; o Delegado Camargo, seu principal opositor na Assembleia Legislativa; e Bruno Scheid, mesmo sendo indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Diante desse cenário, restariam, em tese, apenas Sílvia Cristina e Acir Gurgacz como possíveis nomes que poderiam receber o aval político do governador, embora ainda não haja qualquer definição oficial.

Além dessas possibilidades, Marcos Rocha ainda teria duas alternativas estratégicas: lançar um nome aliado com chances reais de vitória ou optar por não apoiar nenhum candidato ao Senado. A decisão, no entanto, deve ficar para um momento mais próximo do calendário eleitoral.


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