Lula repudia ataques dos EUA à Venezuela e classifica ação como violação inaceitável do direito internacional


Presidente afirma que ofensiva ameaça a paz regional e cobra reação firme da comunidade internacional (foto © Getty Images)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) repudiou publicamente os ataques realizados pelos Estados Unidos contra a Venezuela, classificando a ação como uma violação “inaceitável” do direito internacional. A manifestação foi feita por meio das redes sociais neste sábado, em meio à escalada de tensão entre os dois países.

Segundo Lula, o ataque representa um grave risco à estabilidade global. “Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, escreveu o presidente. Ele destacou ainda que a posição do Brasil é coerente com a postura histórica do país em defesa da soberania das nações e da solução pacífica de conflitos.

Em outra declaração, o chefe do Executivo brasileiro afirmou que a ofensiva norte-americana remete aos períodos mais críticos de interferência externa na América Latina e no Caribe. Para Lula, a ação ameaça diretamente a preservação da região como uma zona de paz.

O presidente defendeu uma resposta firme da comunidade internacional, especialmente por meio da Organização das Nações Unidas (ONU), e reiterou que o Brasil segue à disposição para promover o diálogo e a cooperação entre os países envolvidos.

Reunião de emergência no Itamaraty

Antes mesmo da manifestação oficial do presidente, a secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, convocou uma reunião de emergência com ministros e representantes de órgãos estratégicos para discutir o cenário internacional. A diplomacia brasileira acompanha a situação desde a madrugada, reunindo informações sobre os ataques e seus possíveis desdobramentos.

Além de ministros que estão em Brasília, o encontro deve contar com representantes das Forças Armadas, do Ministério da Justiça e do Ministério da Defesa, chefiado por José Múcio Monteiro. Entre os temas em pauta está a situação das fronteiras brasileiras, diante do agravamento do conflito na região.

Presidente avalia retorno antecipado

No momento das declarações, Lula não se encontrava em Brasília. O presidente passou o Réveillon na Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro. O Palácio do Planalto avalia um possível retorno antecipado do presidente à capital federal, além da realização de um pronunciamento oficial à imprensa.

No início do mês, Lula já havia conversado por telefone com o presidente venezuelano Nicolás Maduro, tratando da escalada militar dos Estados Unidos contra o país vizinho. Foi o primeiro contato direto entre os dois desde as eleições venezuelanas ocorridas no ano passado, marcadas por denúncias de fraude feitas pela oposição, apesar da declaração oficial de vitória de Maduro.


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