
Ex-governador e ex-senador, um dos nomes mais importantes da história política de Rondônia, opta por encerrar ciclo ao lado da esposa e ex-deputada federal
Por falar em Valdir Raupp, o casal decidiu, de forma definitiva, que ambos estão fora das disputas políticas. Ele e sua esposa, a ex-deputada federal Marinha Raupp, com atuação marcante e inesquecível na política rondoniense, optaram por não concorrer mais a cargos eletivos.
Raupp vinha sendo instado quase diariamente, há longo tempo, a voltar à vida política eleitoral. Após muitas análises e reflexões, o casal concluiu que o melhor caminho, neste momento da vida, é dedicar-se à família, aos netos e à vida pessoal, longe das campanhas e das disputas partidárias.
A trajetória política de Valdir Raupp começou em 1982, quando foi eleito vereador em Cacoal, sempre filiado ao MDB. A única exceção ocorreu em 1990, quando deixou o partido por cerca de um ano para disputar o Governo de Rondônia pelo PRN. Depois disso, retornou ao MDB, legenda pela qual se elegeu governador e exerceu vários mandatos como senador da República.
Radicado em Rolim de Moura, Raupp integra um seleto grupo: é um dos três governadores eleitos de Rondônia oriundos do município. Os outros dois são Ivo Cassol e João Cahulla.
Valdir e Marinha Raupp permanecerão para sempre ligados à história política do Estado. Avaliações recorrentes indicam que o casal formou uma das duplas da bancada federal que, proporcionalmente aos valores da época, mais destinou recursos para Rondônia, contribuindo de forma decisiva para obras e investimentos estruturantes.
Injustiçado durante anos, Valdir Raupp enfrentou uma série de ataques e acusações que mais tarde se revelaram infundadas. Absolvido de todas elas, carregou, ainda assim, o peso de um período difícil, marcado por desgaste pessoal e político. Para aliados próximos, esse contexto também influenciou sua decisão de se afastar definitivamente da vida pública eleitoral.
A política rondoniense perde, com essa decisão, dois nomes de peso. Valdir e Marinha Raupp fazem falta — não apenas pelo capital político que construíram, mas pela experiência, capacidade de articulação e compromisso com o desenvolvimento do Estado.
Tags
Política