
Imagens de câmeras de segurança mostram abordagem violenta; PM do Piauí afastou os agentes e instaurou procedimento administrativo (foto © Shutterstock)
Um jovem de 24 anos denunciou ter sido agredido por policiais militares após ser confundido durante uma abordagem em um restaurante no município de Luzilândia. O caso ocorreu na madrugada do dia 15 de fevereiro, no bairro Novo Oriente, e foi registrado por câmeras de segurança do estabelecimento.
A vítima, identificada como Edson Carvalho, afirmou que levou tapas e socos sem ter cometido qualquer crime. As imagens mostram o momento em que policiais chegam ao local e iniciam as agressões. Em determinado trecho do vídeo, Edson coloca as mãos na cabeça, demonstrando rendição, mas ainda assim passa a ser agredido.
Segundo o relato, após a violência, os próprios policiais teriam admitido que o confundiram com outra pessoa. “Nunca apanhei desse jeito, nem do meu pai nem da minha mãe”, escreveu Edson em publicação nas redes sociais.
Edson contou que estava no restaurante apenas para pedir comida após retornar de uma festa de Carnaval. Ele estava acompanhado da esposa e de amigos quando foi surpreendido pela ação policial.
“Quando levantei a vista, os PMs já chegaram me xingando. Eu só perguntei: ‘O que eu fiz?’. Aí foi mãozada e chute para todos os lados. Depois que me bateram, disseram que me confundiram”, relatou.
O jovem também destacou que não possui antecedentes criminais e lamentou o ocorrido. “Eu nunca fiz mal a ninguém. Se a gente não toma providência, isso pode acontecer com qualquer outro inocente”, afirmou.
Em nota oficial, a Polícia Militar do Piauí informou que tomou conhecimento do caso e adotou medidas imediatas. Os policiais envolvidos foram afastados das atividades operacionais, e foi instaurado procedimento administrativo para apurar os fatos.
“De imediato, foram adotadas as providências administrativas cabíveis, com o afastamento dos policiais das atividades operacionais e a instauração de procedimento para apuração dos fatos”, informou a corporação.
O episódio agora será apurado internamente e pode resultar em sanções administrativas, além de eventual responsabilização criminal, a depender da conclusão das investigações. O caso reacende o debate sobre abordagens policiais, uso proporcional da força e a importância de mecanismos de controle e transparência na atuação das forças de segurança.
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