MPRO deflagra Operação “Labirinto de Bronze” contra esquema milionário de lavagem de dinheiro em Rondônia


Ação do Gaeco cumpre mandados em Ariquemes, Cujubim e Porto Velho; bloqueios patrimoniais ultrapassam R$ 48 milhões

O Ministério Público do Estado de Rondônia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, deflagrou nesta terça-feira (26) a Operação “Labirinto de Bronze”, com o objetivo de desarticular um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à atuação de milícia privada em Rondônia.

A operação cumpre mandados de prisão, busca e apreensão e medidas assecuratórias patrimoniais nos municípios de Ariquemes, Cujubim e Porto Velho.

De acordo com o MPRO, as investigações apontam que o grupo utilizava empresas e terceiros para ocultar patrimônio e dissimular a origem de recursos considerados ilícitos. A apuração foi conduzida no âmbito de Procedimento Investigatório Criminal instaurado pelo Gaeco.

Segundo o órgão ministerial, foram identificadas movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica formal dos investigados, além da utilização de uma empresa de terraplanagem para circulação de recursos suspeitos.

As investigações também revelaram a ocultação de propriedades rurais, veículos e rebanhos bovinos registrados em nome de terceiros. O MPRO destacou ainda que um dos principais investigados possuía histórico de crimes violentos, fugas reiteradas e chegou a permanecer foragido da Justiça, mantendo supostamente a atuação do grupo criminoso mesmo durante o período de evasão.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão em residências, propriedades rurais e empresas vinculadas aos investigados.

Bloqueios ultrapassam R$ 48 milhões

A Justiça deferiu medidas patrimoniais que incluem bloqueio de valores, restrições de circulação e transferência de veículos, sequestro de imóveis, indisponibilidade de cotas empresariais, apreensão de maquinários e restrições sobre rebanhos bovinos.

Conforme o MPRO, as medidas alcançam valores superiores a R$ 48 milhões, incluindo a constrição de 1.611 cabeças de gado localizadas em propriedades rurais investigadas na região de Cujubim.
Forças de segurança atuaram de forma integrada

A operação contou com apoio de diversas instituições de segurança pública e órgãos estaduais, entre elas a Polícia Militar do Estado de Rondônia, Polícia Civil do Estado de Rondônia, Secretaria de Estado da Justiça, Polícia Penal do Estado de Rondônia, Polícia Técnico-Científica do Estado de Rondônia, Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Rondônia, Força Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado, Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes e a Polícia Rodoviária Federal.

Significado da operação

Segundo o MPRO, o nome “Labirinto de Bronze” faz referência à complexa estrutura de ocultação patrimonial identificada durante as investigações, envolvendo empresas, movimentações financeiras fracionadas, interpostas pessoas e patrimônio rural utilizado para dificultar o rastreamento de bens e valores supostamente ilícitos.

O Ministério Público reforçou que a operação integra as ações permanentes de enfrentamento ao crime organizado, à lavagem de dinheiro e à recuperação de ativos ilícitos em Rondônia.

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